sexta-feira, 9 de março de 2012

Espelho Meu - Novo filme de Madonna, hoje nos cinemas


Segundo filme dirigido por Madonna, W.E. E o figurino, aliás, está lindíssimo. O elemento-chave na reconstrução de um universo tão visual quanto o do casal –, Madonna convidou Arianne Phillips, sua stylist e figurinista renomada em Hollywood. É dela o guarda-roupa impecável de ‘Direito de Amar’, dirigido pelo estilista Tom Ford.
O longa, considerado o romance do século entrelaça duas histórias. No início do século 20, o midiático romance entre o Rei Eduardo VIII (James D’Arcy) e Wallis Simpson (Andrea Riseborough), casada – e americana. Criticado pelo povo inglês de forma histérica, o até então popular Edward decide abandonar o trono da Inglaterra por Simpson e os dois se tornam duque e duquesa de Windsor.
Em 1998, Wallis Winthrop (Abbie Cornish), garota rica e oprimida em seu casamento, sonha acordada entre os cômodos de uma exposição dedicada aos objetos de Wallis e Edward na Sotheby’s, onde conhece um segurança de origem russa (Oscar Isaac) que, surpresa, é também intelectual e vive em um incrível apartamento bohemian-chic.
Verossimilhança e sobriedade não são o forte do filme. Mas, de novo, nem seu foco. Madonna construiu sua imagem sobre sedução, disfarce, frivolidade. É a ‘material girl’, afinal. Pode-se apontar inúmeras falhas no filme – como a inferioridade da trama contemporânea, ou a articulação vazia entre as duas –, mas não vale acusar sua diretora de incoerência. ‘W.E.’ é um convite ao hedonismo.
Colabora com o enfoque a fotografia delirante e desfocada de Hagen Bogdanski (‘A Vida dos Outros’) que passeia com velocidade entre vestidos esvoaçantes, rostos inebriados e bandejas de Martini.
Wallis Simpson é a alma do filme. Graças, em parte, à precisa interpretação de Andrea Riseborough. Andrea é, a um só tempo, dominadora e subserviente, apaixonada e ainda desprendida. “Nunca vi uma pessoa tão possuída por outra como ele é por ela”, comenta um personagem sobre Edward. E não ele não está só. Nós somos também reféns de Wallis, situada sempre ao centro da tela e rodeada por personagens fatalmente coadjuvantes.
Curta hoje nos cinemas. 

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